terça-feira, 7 de julho de 2009

O "maldito" ligamento

Aqui em Pernambuco, o desenho acima tem aparecido bastante


"Fulano" se machucou, está lesionado, contundido. Quando você ouve isso em um boteco, praça, ou em qualquer lugar que se discuta futebol, vem logo à mente: "Será que foi o joelho?". Sempre no seu inconsciente o joelho é a primeira opção. Vai ver, é por causa de Ronaldo Fenômeno, que deu a volta por cima mais uma vez e hoje em dia se destaca no Corinthians após três cirurgias sérias nos dois joelhos.

Nem isso é o bastante. Casos raros vêm nos fazendo querer saber se aquela contratação que chegou ao nosso time não está "bichado" (na linguagem do futebol, machucado) ou coisa do tipo. Lesão no joelho é bastante séria. Que digam por exemplo, os torcedores do Santos.

Em 2008, estourava a mais nova revelação santista depois de Robinho. O nome do atacante era Maycon Leite, e vestia a camisa 7, assim como o hoje atacante da Seleção e astro europeu. Deslizava com facilidade na zaga adversária, desandou-se a fazer gols. E a imprensa começou a olhá-lo com outros olhos.

Até que no dia 17 de agosto de 2008, no jogo Santos x Flamengo na Vila Belmiro, o garoto tem uma lesão que impressiona até o médico mais gabaritado do meio futebolístico. O pé de Maycon fica preso, e o joelho roda de maneira desconcertante. O garoto tinha que ficar afastado no mínimo, oito meses dos gramados pra tentar voltar a jogar futebol. O que aconteceu? Os ligamentos do joelho dele foram rompidos.
Após dez meses de sofrimento e superação, Maycon voltou. Mas esse ano, outra angústia e decepção. Quando o Santos enfrentou o Atlético/PR, Maycon saiu de campo novamente machucado. O que aconteceu? Ligamentos mais uma vez rompidos. Maycon foi operado, e no dia
26/06, deixou o hospital dizendo que não vai deixar o futebol e que voltará em novos dez meses.
E o que o futebol pernambucano tem a ver com isso? Muita coisa. Essa semana, os ligamentos do joelho foram os principais assuntos da internet e jornais que veiculam no nosso estado.

O Santa Cruz estreou no último domingo na Série D do Campeonato Brasileiro, tentando se livrar de uma vez por todas da enorme crise que assombra um dos maiores times do estado, quiçá do Brasil. E a primeira batalha coral foi travada fora de casa, contra o CSA, em Alagoas.

Um dos destaques daquele jogo, o meia Thiago Laranjeiras, saiu de campo machucado. Lesão nada séria, disse o médico tricolor. Depois do jogo, a lesão era séria. E mais uma vez, o danado do ligamento do joelho apareceu. Laranjeiras, um ótimo meia está fora da caminhada coral ao retorno do futebol nacional. De seis a oito meses fora. Laranjeiras, só ano que vem no Arruda.

Ali bem perto do Arruda, na Ilha do Retiro, outro caso parecido. Indicação do técnico Émerson Leão, o meia Hugo veio do Atlético/MG, e logo que chegou, treinou e no jogo estava confirmado como titular.
Impressionou à todos e caiu como uma luva no time rubro-negro, que busca uma reação no Campeonato. Depois de três jogos como titular do Sport, Hugo rompeu os ligamentos do joelho esquerdo.
Assim como impressionou, a rapidez da lesão foi impressionante. E assim como Laranjeiras, em uma impressionante coincidência, ele ficará de seis a oito meses fora dos gramados.
Por fim, fica a indignação na cabeça da torcida e o sentimento de desapontamento. E na cabeça dos treinadores, uma interrogação enorme. Quem colocar? Quem tirar? Como vai ser o novo esquema tático?
Bom, aí só o tempo e o calor dos jogos vão responder.

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