Os cinco principais escorregões rubro-negros
Depois da derrota para o Náutico - que na minha opinião já era o rebaixamento adiantado à Série B - ainda tinha muito torcedor que acreditava que o Sport poderia ficar na Primeira Divisão. Infelizmente, não foi isso que aconteceu. Após cair dentro da Ilha do Retiro, perdendo para o Cruzeiro, resta ao Sport só vencer o Palmeiras em São Paulo para continuar com chances mínimas na Série A. Um empate já é Leão na Série B. Mesmo com a matemática favorecendo (e fazendo a conta de bobo) você e eu sabemos que o Sport já é o primeiro clube rebaixado para a Segunda Divisão.
O Pernambola analisa os cinco principais pontos onde o Leão escorregou na temporada. Confira abaixo o que foi feito de ruim em 2009 e que não pode acontecer de jeito nenhum em 2010:
1. A maldição da Libertadores
Sem dúvida, o principal motivo da queda de rendimento do Sport durante todo o ano. O "Ano de ouro" que foi prometido pela diretoria, foi de apenas seis meses. Os seis primeiros meses do ano, no qual o Sport brilhou, sendo tetra campeão pernambucano e disputando de forma igualitária, a tão sonhada Libertadores. Depois da eliminação para o Palmeiras, a mesma maldição que atingiu o Paraná, o Santo André e o Paulista, que foram rebaixados após saírem da Libertadores, atingiu também o Sport. A maldição que só atingia time 'pequeno' acabou com o grande Sport. Depois da eliminação, Nelsinho foi embora, junto com Paulo Baier (que recuperou o bom futebol depois no Atlético-PR) e aí o time não conseguiu engrenar mais, com Leão e depois com Péricles Chamusca. Dentro de campo, o Sport sentiu a fadiga depois da eliminação. Pior para os rubro-negros.
2. Contratações furadas
Assim que Émerson Leão chegou ao Sport, pediu a contratação de quatro jogadores que estavam no Atlético-MG, clube onde ele havia trabalhado antes de chegar na Ilha. De lá vieram Élder Granja, Hugo, Renan e Eduardo. Élder Granja começou sendo um fator positivo, mas depois caiu de produção e Moacir reassumiu a titularidade. Hugo mostrava um bom futebol, mas se machucou no seu segundo jogo e ficou de fora do restante do Campeonato. Renan e Eduardo mal foram aproveitados. Depois, com a chegada de Péricles Chamusca, chegaram Arce e Paulinho, que ainda bem, já foi dispensado. E assim vai, gastando um dinheiro que poderia ser aproveitado de outra forma, a diretoria cai em uma areia movediça tanto em dívidas, o que prova a falta de organização e planejamento, como em futebol carente.
3. A frieza que não veio do banco
Depois de ver a saída do técnico Nelsinho Batista e depois de sofrer às duras penas com Leão, que adotou um regime ditatorial na Ilha do Retiro, proibindo até os 'rachões' e saindo com mais uma de suas atitudes grosseiras, muito se estudou até chegar-se a um consenso no nome de Péricles Chamusca. Conhecido como frio e calculista, que ainda tinha o hábito de estudar bastante o time adversário, se pensou que ele poderia dar um jeito no Sport. Resultado: um desgaste com a torcida através de substituições erradas e mexidas sem pé nem cabeça no time rubro-negro. De estrategista, começou a ser chamado de medroso. Agora, Chamusa já está fora do Sport, faltando 4 rodadas para terminar o Brasileirão. O interino Levi Gomes é quem vai cair junto com o time rubro-negro.
4. Desgaste presidencial
Logo após a eliminação da Libertadores, começou a se questionar o trabalho feito pelo presidente do Sport, Silvio Guimarães. A torcida chegou a perguntar sobre uma quantia de dinheiro, que deveria estar nos cofres rubro-negros após a participação na competição continental e que não era gastada de uma forma devida. O fato é que Silvio perdeu o controle na presidência rubro-negra e como uma primeira atitude "enxugou" o departamento de futebol do Sport, desligando os diretores de futebol Álvaro Figueira, Fred Beltrão, Fred Borba e o polêmico Guilherme Beltrão. Não deu certo. A torcida ainda leva para o estádio faixas com os dizeres "Somos os culpados, pois votamos em você" e "Fora, Silvio". Depois, acumulando queixas e desafetos, Silvio Guimarães 'decretou' o rebaixamento do Leão logo após a derrota no Clássico. O último a debandar da diretoria rubro-negra foi o ex-vice presidente de futebol, Augusto Carreras.
5. Cadê a massa?Outro ponto culminante foi a queda no número de torcedores. Quem era acostumado a ver a Ilha do Retiro lotada na Libertadores, chegou a ver grandes espaços nas arquibancadas nos jogos do Campeonato Brasileiro. Em alguns jogos, a torcida fez o que pôde e foi apoiar o time, deixando a Ilha do Retiro cheia novamente. Mas, o 'futebol' mostrado dentro de campo acabou afastando mais ainda quem já estava afastado. Mas o principal motivo para que a torcida deixasse de apoiar (pelo menos dentro do estádio) foi mais uma obra da diretoria, que vez ou outra aumentava o preço dos ingressos.
Fotos menores: Uniformes 2009 - JC Imagem
Paulinho - Blog Faltou o gol
Péricles Chamusca - Meu Sport.com
Silvio Guimarães - Pe 360 graus
Torcida Jovem do Sport - Pernambuco.com


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