quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Quem dura mais?

Foto: Arte Pernambola
Lori assinou com o Santa. Givanildo, com o Sport. Quais a chances deles saírem?

Essa semana, dois treinadores acertaram com dois grandes clubes da Capital Pernambucana: Givanildo Oliveira, com o Sport e Lori Sandri, com o Santa Cruz. Sem fazer qualquer tipo de 'cornetagem', o Pernambola vai na mesma linha de Golimar, o outro que posta aqui. Vamos arriscar e palpitar. Sabemos que a vida de treinador de futebol depende de resultados e que não temos bola de cristal. Mas mesmo assim, quem pode durar mais tempo no cargo? Vamos analisar o perfil de cada um e as missões que eles tem pela frente.

Givanildo Oliveira


Pontos contra - O treinador do Sport é conhecido por seu perfil exigente. O que pode ser considerado como um fator negativo é o fato de Givanildo - pelo menos para alguns "entendedores" - não se modernizou, ou seja, o futebol e suas táticas evoluíram com o tempo e o novo treinador do Sport às vezes parece ter parado nele. Algumas modificações no time e o estilo de jogo adotado para partidas específicas ainda são questionados, principalmente na sua última passagem no futebol pernambucano, em 2007, quando comandava o Santa Cruz.

Pontos a favor - Porém, Givanildo Oliveira é conhecido como o "rei dos acessos" e neste ano conquistou mais um, com o América-MG, no qual saiu da terceira divisão e levou o time à Segundona. Talvez esse tenha sido o principal motivo da sua contratação pela diretoria rubro-negra. Givanildo também era o treinador do Sport no acesso para a Primeira Divisão em 2006. Quanto ao critério de reforços, Givanildo parece ter melhorado. Hoje, Bruno Mineiro, que vem mostrando um bom futebol no Náutico na Série A, foi um dos destaques do América-MG na disputa da Série C.

O que tem que conquistar: A missão de Givanildo é complicada, mas dentre todas, acho que é a menos difícil. Se o Sport conseguir manter jogadores importantes, é claro. Até agora, só o contrato do lateral-esquerdo Dutra foi renovado e ele é nome certo para 2010, diferentemente do zagueiro Durval, que deve sair. O Leão, sob o comando de Givanildo tem a missão de conquistar o Penta Pernambucano e principalmente, voltar à Série A. Se houver um desmanche, Giva vai ter que trabalhar dobrado.


Até onde pode durar: Uma derrota em um Clássico pode ser o fim de Givanildo ou não, dependendo da situação. Mas é muito difícil Givanildo permanecer se o Sport não ganhar o Pernambucano. Se não ganhar e continuar, cinco rodadas sem vitória é morte certa para o treinador na Série B.


Lori Sandri


Pontos contra - A expectativa para saber o treinador de "renome" e de "Série A" que o Santa Cruz iria trazer era muito grande. Quando finalmente o presidente Fernando Bezerra Coelho anunciou seu nome, muitos ficaram de queixo caído. Não pela promessa ser cumprida e depois de terem cogitado PC Carpegiani ter vindo pro Arruda um treinador melhor. Mas pelo fato de o anunciado foi muito menos que o divulgado. Na minha opinião Sandri não é treinador de Primeira Divisão. Não que o Santa Cruz realmente precise de um treinador de primeira para sair da quarta. Mas só 5 títulos estaduais desde 83 não me impressionam. Na última vez que esteve na Primeirona, dirigindo o América-RN fez a pior campanha da era dos pontos corridos do Brasileirão e quando passou em Pernambuco para jogar contra o Sport, se envolveu em uma confusão e saiu de campo algemado.

Pontos a favor - Como já disse anteriormente, O Santa não precisa de um técnico de primeira divisão para sair da Série D. Sandri é experiente, e por esse fator pode dar certo no Arruda. O planejamento que o clube tem é muito bom e ainda tem o departamento de futebol nas mãos de um profissional gabaritado e remunerado (no caso Raimundo Queiroz) e que muitos clubes sonham em adotar esse sistema. Lori Sandri é trabalhador e extremamente profissional e os jogadores que estão no Arruda estão com sede de aprender e se esforçar. Os que devem chegar também devem manter essa mesma linha. A junção dos dois pode dar certo (com muita paciência).

O que tem a conquistar: O título do Campeonato Pernambucano não é algo a ser vislumbrado pelo Santa Cruz. Pelo fato grandeza sim, mas pela atual situação, não. Tem que manter os pés no chão. Garantir uma vaga na Série D já é um bom resultado. Agora,na Série D é subir ou subir. A obrigação aumentou.

Até onde pode durar: Uma não-classificação para a Série D pode custar o cargo de Lori Sandri. No Pernambucano acho muito difícil ele sair por qualquer outro resultado isolado. Uma desclassificação na Série D, com certeza terá um custo alto.
Fotos menores: Givanildo Oliveira - Site Oficial do América Mineiro
Lori Sandri - blogesporto.blogspot.com

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Os cinco principais escorregões rubro-negros

Foto: Portal Terra
Depois da eliminação da Libertadores, o Sport caiu em decrescente e a Série B é o caminho


Depois da derrota para o Náutico - que na minha opinião já era o rebaixamento adiantado à Série B - ainda tinha muito torcedor que acreditava que o Sport poderia ficar na Primeira Divisão. Infelizmente, não foi isso que aconteceu. Após cair dentro da Ilha do Retiro, perdendo para o Cruzeiro, resta ao Sport só vencer o Palmeiras em São Paulo para continuar com chances mínimas na Série A. Um empate já é Leão na Série B. Mesmo com a matemática favorecendo (e fazendo a conta de bobo) você e eu sabemos que o Sport já é o primeiro clube rebaixado para a Segunda Divisão.

O Pernambola analisa os cinco principais pontos onde o Leão escorregou na temporada. Confira abaixo o que foi feito de ruim em 2009 e que não pode acontecer de jeito nenhum em 2010:



1. A maldição da Libertadores

Sem dúvida, o principal motivo da queda de rendimento do Sport durante todo o ano. O "Ano de ouro" que foi prometido pela diretoria, foi de apenas seis meses. Os seis primeiros meses do ano, no qual o Sport brilhou, sendo tetra campeão pernambucano e disputando de forma igualitária, a tão sonhada Libertadores. Depois da eliminação para o Palmeiras, a mesma maldição que atingiu o Paraná, o Santo André e o Paulista, que foram rebaixados após saírem da Libertadores, atingiu também o Sport. A maldição que só atingia time 'pequeno' acabou com o grande Sport. Depois da eliminação, Nelsinho foi embora, junto com Paulo Baier (que recuperou o bom futebol depois no Atlético-PR) e aí o time não conseguiu engrenar mais, com Leão e depois com Péricles Chamusca. Dentro de campo, o Sport sentiu a fadiga depois da eliminação. Pior para os rubro-negros.



2. Contratações furadas

Assim que Émerson Leão chegou ao Sport, pediu a contratação de quatro jogadores que estavam no Atlético-MG, clube onde ele havia trabalhado antes de chegar na Ilha. De lá vieram Élder Granja, Hugo, Renan e Eduardo. Élder Granja começou sendo um fator positivo, mas depois caiu de produção e Moacir reassumiu a titularidade. Hugo mostrava um bom futebol, mas se machucou no seu segundo jogo e ficou de fora do restante do Campeonato. Renan e Eduardo mal foram aproveitados. Depois, com a chegada de Péricles Chamusca, chegaram Arce e Paulinho, que ainda bem, já foi dispensado. E assim vai, gastando um dinheiro que poderia ser aproveitado de outra forma, a diretoria cai em uma areia movediça tanto em dívidas, o que prova a falta de organização e planejamento, como em futebol carente.



3. A frieza que não veio do banco

Depois de ver a saída do técnico Nelsinho Batista e depois de sofrer às duras penas com Leão, que adotou um regime ditatorial na Ilha do Retiro, proibindo até os 'rachões' e saindo com mais uma de suas atitudes grosseiras, muito se estudou até chegar-se a um consenso no nome de Péricles Chamusca. Conhecido como frio e calculista, que ainda tinha o hábito de estudar bastante o time adversário, se pensou que ele poderia dar um jeito no Sport. Resultado: um desgaste com a torcida através de substituições erradas e mexidas sem pé nem cabeça no time rubro-negro. De estrategista, começou a ser chamado de medroso. Agora, Chamusa já está fora do Sport, faltando 4 rodadas para terminar o Brasileirão. O interino Levi Gomes é quem vai cair junto com o time rubro-negro.



4. Desgaste presidencial

Logo após a eliminação da Libertadores, começou a se questionar o trabalho feito pelo presidente do Sport, Silvio Guimarães. A torcida chegou a perguntar sobre uma quantia de dinheiro, que deveria estar nos cofres rubro-negros após a participação na competição continental e que não era gastada de uma forma devida. O fato é que Silvio perdeu o controle na presidência rubro-negra e como uma primeira atitude "enxugou" o departamento de futebol do Sport, desligando os diretores de futebol Álvaro Figueira, Fred Beltrão, Fred Borba e o polêmico Guilherme Beltrão. Não deu certo. A torcida ainda leva para o estádio faixas com os dizeres "Somos os culpados, pois votamos em você" e "Fora, Silvio". Depois, acumulando queixas e desafetos, Silvio Guimarães 'decretou' o rebaixamento do Leão logo após a derrota no Clássico. O último a debandar da diretoria rubro-negra foi o ex-vice presidente de futebol, Augusto Carreras.


5. Cadê a massa?


Outro ponto culminante foi a queda no número de torcedores. Quem era acostumado a ver a Ilha do Retiro lotada na Libertadores, chegou a ver grandes espaços nas arquibancadas nos jogos do Campeonato Brasileiro. Em alguns jogos, a torcida fez o que pôde e foi apoiar o time, deixando a Ilha do Retiro cheia novamente. Mas, o 'futebol' mostrado dentro de campo acabou afastando mais ainda quem já estava afastado. Mas o principal motivo para que a torcida deixasse de apoiar (pelo menos dentro do estádio) foi mais uma obra da diretoria, que vez ou outra aumentava o preço dos ingressos.


Fotos menores: Uniformes 2009 - JC Imagem
Paulinho - Blog Faltou o gol
Péricles Chamusca - Meu Sport.com
Silvio Guimarães - Pe 360 graus
Torcida Jovem do Sport - Pernambuco.com

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Um já era

Foto: Antônio Carneiro Costa/Gazeta Press
Jogadores do Náutico comemoram a vitória como se fosse um título.
Ainda dá para os alvirrubros. Para os rubro-negros, não

O Clássico dos Clássicos jogado nos Aflitos, foi digno de um jogaço, regado de emoção. O Náutico conseguiu quebrar um tabu de quase três anos sem vitórias em cima do Sport, a última foi em 2007, por 2x0. E mais uma vez, a vitória teve um sabor mais que especial. Além de vencer o Clássico, o Náutico ainda pode sonhar com a permanência na Série A. Ao Sport, resta se recuperar na Série B do ano que vem e subir dignamente.

O Leão só tem 1% de chances matemáticas de permanecer na Primeira Divisão. Ou seja, cálculo pra louco. O futebol que o Sport mostrou depois da eliminação da Libertadores, foi pífio. O abatimento no grupo rubro-negro ficou visível. Nem torcida, nem diretoria e nem jogadores, conseguiram contornar a situação. Agora, resta terminar o ano de uma forma honrosa e torcer para que esse rebaixamento seja apenas um acidente de percursso e que o Sport faça o mesmo que Palmeiras, Grêmio, Corinthians e agora o Vasco fizeram: se estabilizar na Série B e subir com muito mais força.

Bom, vamos ao jogo. Os aflitos presentes no Estádio dos Aflitos somavam quase 20 mil pessoas. Os do Náutico, em maior número, querendo que o time ganhasse à qualquer custo, pois a vitória tinha três pesos. Primeiro, fazer o Náutico respirar e seguir lutando contra o rebaixamento; segundo, quebrar um tabu de derrotas contra o rival e terceiro, rebaixar o Sport. E logo no início do jogo, aos 4 minutos, Michel fez uma bela jogada e deixou Bruno Mineiro na boa, só pra encostar. 1x0 Náutico. Ali, o Sport não baixou a guarda e ainda procurou dar a volta por cima. E Vandinho, depois de receber um ótimo lançamento, empatou a partida e o Sport começou a esboçar uma reação. Mas, com um golpe de sorte, o Náutico achou um gol depois de um chutaço de Carlinhos Bala, que desviou em Durval e enganou Magrão: 2x1 Náutico. O Sport chegou a empatar mais uma vez, com Wilson. Mas no fim, depois de um chute de longa distância de Irênio, o 'morrinho artilheiro' roubou a cena e fez com que o camisa 1 do Sport falhasse: 3x2 Náutico. O Sport ainda teve mais uma chance, mas a bola de Andrade parou no travessão de Glédson. No fim, o Náutico venceu o Sport pela primeira vez desde o início da gestão do presidente Maurício Cardoso que comemorou a vitória como uma criança, e deu uma declaração que deixou visível a fragilidade do futebol pernambucano. "Eu posso ir (pra a Série B), mas eles (o Sport) foram primeiro". Ou seja, em vez da vitória representar uma sobrevida para o Timbu, na cabeça dos dirigentes, serviu mais como um alívio o rebaixamento do rival. Uma pena.

De presidente pra presidente, o do Sport, Silvio Guimarães, decretou o rebaixamento do Sport. "Peço desculpas à torcida rubro-negra por tudo o que aconteceu. Mais do que ninguém, eu sou o culpado pela situação", disse resumidamente, o presidente.

Se para o Sport a Série B já é uma realidade, para o Náutico, o que ainda não parece, pode se tornar visível. Em vez de comemorar o rebaixamento do rival, o Náutico tem que se preocupar com a sua permanência pois o Fluminense, o Botafogo e o Santo André - concorrentes diretos pela vaga que sobra na Série A - também venceram e o Náutico ainda continua na zona de rebaixamento. Pedreiras ainda estão por vir, como no próximo jogo, contra o Santos na Vila Belmiro. Depois o Náutico ainda tem o Flamengo, que luta para ser campeão, nos Aflitos. Depois o Corinthians em São Paulo, depois o Santo André, também fora. Pra finalizar, a surpresa do campeonato, o Avaí, ainda vem jogar nos Aflitos.

Como vemos, só pedreira pela frente. Ao Sport, só resta começar a trabalhar para identificar onde houveram os erros e como consertá-los para que o ano que vem seja de fato o "ano de ouro" para o Sport, já que o prometido ano de 2009 acabou manchado por um rebaixamento. Para o Náutico, resta lutar até o fim. Do contrário, essa comemoração até exagerada depois de uma bela vitória sobre o rival não adiantará de nada e o Timbu pode acabar caindo abraçado com o seu 'desafeto' Leão.

Fotos menores: Antônio Carneiro Costa/Gazeta Press

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

A vitória é obrigação para os dois

Foto:Antônio Carneiro/Futura Press
O Sport fez feio, e apenas empatou com o Coritiba na Ilha do Retiro,
continuando na 19ª posição
O Náutico perdeu pro Botafogo e se complicou ainda mais.
É assim que as duas equipes vão se pegar no Clássico


No próximo domingo, Náutico e Sport fazem mais um Clássico. Mas, esse terá mais um atrativo. Quem perder, já pode começar a falar em Segundona, pelo menos na minha opinião. Apesar de matematicamente, as equipes ainda terem chances mesmo depois de uma derrota no próximo embate, não acredito que depois de mais uma derrota, principalmente depois de um Clássico decisivo, algum dos dois se recupere tanto na bola, quanto no psicológico. Ou seja, quem vencer, ainda pode ser que se salve. Quem perder (pra mim), é Série B.

No Estádio dos Aflitos, palco do jogo, faz tempo que o Sport não sabe o que é perder, mesmo sendo a casa do Náutico. Há 3 anos, o Sport não perde para o Náutico e faz a festa na casa do rival. No último jogo, na "final" do Pernambucano (entre parênteses, porque não houve uma final de fato, mas o jogo era a decisão do campeonato), o empate sem gols deu o título aos rubro-negros, que comemoraram o tetra campeonato na casa do alvirrubro. Vendo esses fatos, pode-se dizer que o Sport é favorito? Eu não digo o mesmo. Essa vantagem rubro-negra pode ser um fator positivo para o Náutico, que tem mais um motivo para quebrar o tabu. O último embate das duas equipes, desta vez na Ilha do Retiro, houve um novo empate, por 3x3 e naquele dia o Náutico foi superior.

Antes do Clássico, já costuma aparecer as primeiras alfinetadas, as primeiras declarações que esquentam o jogo. Desta vez, não houve nenhuma. Nem da arbitragem foi reclamado nada, do contrário, houve um concenso. Sávio Espíndola teve o nome indicado pelas duas diretorias e ele é quem vai ser o dono do apito. Pelo visto, a concentração está muito grande de ambas as partes. Afinal, os últimos resultados não foram nada bons. O Náutico abriu a rodada na quarta-feira e perdeu (roubado, descaradamente, mas perdeu) pro Botafogo, no Engenhão, por 1x0 e precisa se recuperar. O Sport na quinta-feira, teve a vitória nas mãos contra o Coritiba, mas cedeu o empate dentro da Ilha do Retiro. O Sport é o penúltimo colocado do Campeonato Brasileiro e o Náutico vem logo acima, em 18º. A situação não é boa.

Mas o discurso em ambos os clubes é de vitória a qualquer custo. Do lado do Sport, o comandante Péricles Chamusca disse: "A vitória é obrigação. Temos que vencer de todo jeito esse jogo de domingo, é o jogo do ano para o Sport."
Geninho, técnico do Náutico afirmou o mesmo com mais cautela, mas com a mesma precisão. "O Náutico tem que vencer de qualquer jeito, não há outra saída. Temos que vencer, é um clássico e um jogo de seis pontos. É de suma importância para a nossa permanência."

A vitória é a palavra mais repetida tanto no Náutico, quanto no Sport. Resta saber quem vai vencer nesse jogo e se o fôlego tomado, pode servir de alívio até o fim da competição para ser traçado o objetivo definido: a Série A de 2010. As duas torcidas também estão cientes de quem perder, pode dar adeus ao sonho de ficar na Primeira Divisão. E se houver empate... bom, não é hora pra pensar nisso. Que haja um vencedor. Vai ser melhor para o futebol de Pernambuco pelo menos até a próxima rodada.

Em quem estão depositadas as fichas

Do lado alvirrubro, não há outro jogador tão decisivo quanto Carlinhos Bala. O baixinho foi multado pela diretoria, após perder o pênalti que poderia ter custado a vitória contra o Barueri. Apesar disso, a promessa é de que ele faça um bom jogo. Em Clássicos, ele costuma dar tudo de si. E contra o Sport, ele já aprontou fazendo dois gols na última vez em que se enfretaram.



No Sport, Fabiano deve ser o principal jogador diante a equipe do Sport, dividindo o posto de 'decisivo' com o zagueiro Durval, que tem uma boa média de gols contra o Náutico, marcando em quase todos os jogos. Mas Fabiano é quem faz a maioria dos gols do Sport - quase todos de cabeça, à exceção de um - além de armar as principais jogadas de ataque. A experiência dele é um fator positivo.

Fotos menores: Botafogo 1 x 0 Náutico - Satiro Sodré/Gazeta Press
Fabiano (Sport 1 x 1 Coritiba) - W. Correia Neto/Futura Press
Bruno Mineiro (Náutico 2 x 1 Barueri) - W. Correia Neto/Futura Press
Carlinhos Bala - W. Correia Neto/Futura Press
Fabiano - Globo Esporte.com

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Contrato renovado, e a língua queimando

Foto: Site Oficial do Santa Cruz
Gaúcho chegou, fez gol (também média com a torcida) e agradou.
Agradará também na hora da verdade?


Sou um cara que não tem medo de arriscar. Quando um time não vai bem das pernas, aproveito e faço minha análise. Do mesmo jeito de quando um time está arrebentando, também procuro me perguntar porque tal façanha foi conquistada. Se acerto, tudo bem. Se erro, assumo. Seja o momento bom ou ruim, sempre faço os "porquês". E a minha última alfinetada destinada ao Santa Cruz, foi em relação ao atacante Gaúcho.

Bom, quando eu fiz a matéria "O 'novo' reforço", procurava perguntar e me responder o por que de a diretoria do Santa Cruz contratar um reforço velho - de 37 anos - quando a proposta era de rejuvenecer a equipe e ter em mãos um time cheio de gás para a disputa da Copa Pernambuco. A qualidade dele nunca foi questionada, a experiência poderia ajudar. No fim da matéria, pedi pra Gaúcho queimar minha língua. E é o que ele vem fazendo, queimando a minha e de mais quase toda a imprensa pernambucana.

Quando ele chegou, ninguém botava fé, nem a torcida. Pra mim, só o fator experiência poderia ajudar. Mas a Copa Pernambuco começou, e os números falam por si. São 11 gols em 6 jogos. Em qualquer competição, a média é de dar inveja, não importa qual seja o troféu disputado. A torcida ainda ia ao estádio desconfiada e com toda a razão. Afinal, foi mais um ano de frustração para a massa tricolor, depois da marmelada feita no Brasileiro da Série D. Os tricolores estavam carentes de um matador e a tarefa de substituir Marcelo Ramos, artilheiro do Pernambucano, não era fácil. Passaram vários camisas 9 pelo José do Rêgo Maciel. Entre eles, o ex-artilheiro Reinaldo voltou ao Arruda para suprir a falta de gols. Não conseguiu. Até os pratas-da-casa foram colocados em situação de risco, podendo serem queimados, na base do desespero. Aí se encaixam o bom atacante Gilberto (que na minha opinião, ainda vai ser um estouro no Santa) e Thomas Anderson. Por último, mas não menos importante e dispensado de uma forma injusta, veio Paulo Rangel, que só jogou um jogo e por não fazer os gols da classificação, foi embora. Era parte do contrato, mas pra uma torcida que teve tanta paciência com Reinaldo, era justo que Paulo Rangel também tivesse uma sequência, e poderia ficar no Arruda. Até uma boa dupla com Gaúcho, ele poderia ter feito.

Bom, o caso é que finalmente os gols estão saindo e uma referência na área, o time tem. Não é todo atacante de 37 anos que faz 11 gols em seis partidas. Um aproveitamento excelente. Para os tricolores mais exaltados, o apelido de 'Gaushow' já é assunto nas rodas de conversas nos botecos afora. Pra mim, um exagero.

Agora, o que me pergunto mais uma vez é se ele pode render da mesma forma no ano que vem. O time do Santa com certeza não será o mesmo que vem fazendo uma bela campanha. Reforços vão chegar e os jogadores emprestados - Marcelinho, Neto Maranhão, Leandro Camilo, dentre outros - vão chegar e querer um espaço. Todos sabem que o nível da Copa Pernambuco é baixíssimo, e times como SEUB e Carpinense não podem ser levados em consideração quando o Santa tem mesmo é que se preocupar com Salgueiro, Central (que vem sendo um carrasco, principalmente em Caruaru), além dos clássicos contra Sport e Náutico.

Pra mim, o teste com Gaúcho e com todo o time do Santa começou bem. O planejamento visando 2010 parece ser bom, mas tem que ser colocado em prática. Dentro de campo, o time vem fazendo seu papel, vencendo os jogos que têm pela frente. Mas a meta do Santa é muito maior: tem que chegar às semi-finais do Pernambucano para se garantir na Série D. E quando começar a disputar a Quarta Divisão mais uma vez tem a obrigação de fazer bonito. O ano é difícil, assim como a missão do camisa 9 tricolor, que é se firmar de uma vez por todas em um campeonato realmente competitivo e com um peso muito maior e fazer os gols que a torcida e o time tanto necessitam. Aí sim, eu também poderei dizer que "Gaúcho é matador".

Por favor Gaúcho, tope mais esse desafio. O futuro do Santa depende disso.

Fotos menores: Site Oficial do Santa Cruz

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Pitacos do Golimar - 31ª rodada


Analistas se perguntam como o Golimar aqui alcança um níveis tão elevados de aproveitamento. Os Deuses estão guiando o Golimar para o sucesso.
Essa rodada o tempo será:

Qua, 21/10/2009

21:50

Santo André 1 x 2 Palmeiras

Sábado, 24/10/2009

18:30

Náutico 2 x 2 Barueri

Atlético-MG 2 x 1 Vitória

Domingo, 25/10/2009


16:00

Santos 1 x 1 São Paulo

Coritiba 2 x 1 Atlético-PR

Internacional 2 x 2 Grêmio


Goiás 2 x 0 Fluminense

18:30

Corinthians 2 x 2 Cruzeiro


Botafogo 1 x 2 Flamengo


Avaí 2 x 1 Sport

sábado, 17 de outubro de 2009

Pitacos do Golimar - 30ª rodada


Depois de férias merecidas em Mumbai, estou de volta para a alegria dos apostadores de loteca, lotogol e bolões pelo Brasil afora.

Eis aqui a previsão do tempo para esse fds:


Sábado - 17/10/2009


18:30


São Paulo 2 x 1 Atlético-MG

Barueri 1 x 1 Santos

Avaí 2 x 1 Goiás


Domingo - 18/10/2009


16:00


Palmeiras 1 x 1 Flamengo

Grêmio 2 x 0 Coritiba

Fluminense 1 x 1 Internacional

Sport 1 x 0 Corinthians


18:30


Altético-PR 0 x 0 Santo André

Vitória 3 x 2 Náutico

Cruzeiro 1 x 2 Botafogo

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