Segunda-feira, 13 de Julho de 2009

Analisando a rodada

Foto: Agência Estado
O Sport venceu em casa e foi um dos pontos positivos do fim de semana

Neste fim de semana, o futebol pernambucano entrou em campo pelas Séries A, C e D. Ao todo, foram acumulados oito pontos na rodada, juntando os cinco times pernambucanos que nos representam nos Campeonatos Brasileiros. Bom? Quem só vê os números pensam que sim. Vamos ver de fato o que houve na rodada. Começando de cima pra baixo, primeiro com a Série A.

Em São Paulo, um técnico se dá bem. O outro se dá muito mal

No sábado, o Náutico foi enfrentar o Palmeiras no Parque Antártica. O jogo poderia ter marcado o a volta do uruguaio Acosta ao time alvirrubro. Mas ele teve que voltar ao Corinthians para ser reavaliado, afinal, iam fazer dois meses que o uruguaio tinha chegado e ainda não tinha jogado. Do lado do Verdão, a tentativa frustrada de trazer Muricy Ramalho fez com que Jorginho fosse comandar do banco de reservas.

No campo, uma superioridade incrível do Palmeiras, que abriu o placar logo aos 7 minutos, com o zagueiro Maurício Ramos. Vinte minutos depois, Diego Souza fez bela jogada e cruzou para Williams marcar o segundo.

No segundo tempo, o Náutico conseguiu diminuir com o questionado Márcio Barros, que chutou e a bola desviou em Pierre pra entrar. O Palmeiras não se abateu e Armero fez o terceiro. E o quarto gol palmeirense veio com Pierre, após um bate-rebate na área aos 39 minutos.

Terminado o jogo, a torcida palmeirense começou a gritar o nome do técnico Jorginho. E aí começa a se discutir a possibilidade do treinador ser efetivado no cargo. Do lado alvirrubro, a diferença. Perguntado se prosseguia no clube, Márcio Bittencourt disse: "A diretoria está livre pra fazer o que quer". Já aqui em Recife, um diretor alvirrubro disse que Márcio Bittencourt seria demitido quando chegasse à capital pernambucana. A oficialização deve acontecer hoje.

Bittencourt chegou no Náutico com o time ainda na zona de classificação para a Copa Sul-Americana. Mas com seis jogos, ele amargou seis derrotas no comando alvirrubro, com um time que já tinha chegado ao segundo lugar na competição. Porém, de uma coisa não podemos esquecer. O Náutico chegou na segunda colocação jogando contra times que estavam focados na Copa do Brasil ou na Copa Libertadores. Foi o caso do Cruzeiro, que foi batido nos Aflitos por 2x0, e estava sem Kléber e com cinco desfalques ao todo. De destaque, só jogava Ramires naquele dia.

Mas eu vejo motivos para Bittencourt sair além da péssima campanha na frente do Náutico, lembrando o técnico Pintado, em 2008. Bittencourt afirmou várias vezes que o Náutico não tinha elenco de Série A, após o próprio ter vindo de um clube que está na Série D. Isso pode ter rachado o elenco. Sem o elenco nas mãos, o treinador não é nada. E Bittencourt realmente não foi nada no Náutico. Sorte em outro clube, Bittencourt.

Na Ilha, o tabu foi mantido

O Goiás não vencia o Sport na Ilha desde 1995 e esperava quebrar o tabu. O time do Goiás, na minha opinião, não é melhor que do Sport, pelo menos no papel. Mas conta com jogadores decisivos, como é o caso do atacante Felipe, que já passou pelo Náutico.

Mas o Sport tinha que mostrar a superioridade que não mostrava em vários jogos, quando a questão do plantel era discutida também. E no jogo, o Goiás começou melhor, assustando Magrão com o lateral Vítor (que deixou a desejar no jogo) e com maior posse de bola. Quando o time esmeraldino estava melhor, aconteceu o lance do jogo: Após cobrança de escanteio, o zagueiro Rafael Tolói colocou a mão na bola. Pênalti que o juiz viu, e que Hélio dos Anjos, treinador do Goiás, não viu. Quando terminou o jogo, ele chegou a dizer que o bandeirinha era frouxo.

Na cobrança, Fabiano bateu bem e fez o gol do jogo para o Sport. 1x0 na Ilha e o Sport sai da zona de rebaixamento para ficar em 12º lugar. Ótimo negócio.

Mas alguns detalhes na Ilha após o jogo foram destacados também, assim como o do técnico Hélio dos Anjos. Na entrevista coletiva, o técnico Émerson Leão explicou porque tirou o atacante Ciro no intervalo do jogo.

Segundo Leão, o garoto fez "uma graça" na frente do zagueiro do Goiás, Rafael Tolói, que ele não aprovou. Também, disse que Ciro estava perdido em campo. O fato é que o garoto não é mais o mesmo destaque que estourou no Brasileiro do ano passado e no Pernambucano e que o fez ir para a Seleção Brasileira Sub-20.

A torcida rubro-negra começa a questionar a revelação rubro-negra, e os empresários interessados em contratá-lo não aparecem mais, como foi o caso do Lokomotiv Moscou, que não deu retorno após a contra-proposta feita pelo Sport.

Leão também disse que os "coadjuvantes" do time estão se destacando, e que precisa dos "principais". Depois, ele ainda disse que a vaidade tem que ser deixada de lado do grupo rubro-negro. O fim da beleza tem que acontecer e que a humildade possa voltar ao clube.

Na Série C, Carcará ganha corpo e se destaca

O outro ponto positivo do fim de semana foi o Salgueiro, único representante pernambucano na Série C. Em casa, no Estádio Cornélio de Barros o Salgueiro venceu o ASA/AL, por 1x0, com gol do artilheiro Paulo Rangel.

Com a vitória, o Salgueiro é o vice-líder do grupo B, com 12 pontos.

O Salgueiro agora volta a campo só no dia 26 de julho, novamente no Cornélio de Barros, contra o Icasa. Se vencer, passa para a próxima fase, que é no estilo mata-mata.

Se o Salgueiro passar de fase, e passar do primeiro mata-mata, já está garantido na Série B 2010.

Pernambuco está na torcida.

No Arruda, o duelo pernambucano terminou igual

Os outros dois representantes pernambucanos no Brasileiro da Série D se enfrentaram no Arruda. Santa Cruz e Central se enfrentaram pela segunda rodada do Grupo A4. O Santa era o líder e o Central, vice.

Como não poderia deixar de ser, mais um espetáculo da torcida tricolor, que compareceu em campo com estrondosos 45.000 torcedores, e um dos cinco maiores públicos de todas as Séries do Campeonato Brasileiro. Realmente um espetáculo de uma apaixonada torcida.

Dentro de campo, o Central entrou com uma prosposta de jogar fechado, já dita pelo técnico Adelmo Soares. Mas não foi uma retranca tão leal assim. O goleiro Davi ficou quatro lances no chão, junto com o atacante Pantera. Ao todo, foram contabilizados 12 minutos de cera, só no primeiro tempo. E o Santa foi pra cima, assustando o Central com Reinaldo, e principalmente com o meia Leandro Gobatto, que meteu uma bola na trave. Mas a principal chance de gol no primeiro tempo foi com Bibi, do Central, que perdeu um gol cara a cara com o goleiro Gustavo.

No segundo tempo, o Santa começou a ir pra cima, principalmente com Juninho, grande destaque do jogo. A pressão era enorme, mas foi o Central que beliscou primeiro. Logo na primeira oportunidade o lateral Baiano fez bela jogada pela direita e cruzou para Guego cabecear. 1x0 Central.
Depois do gol, o Santa continuou busando o resultado, mas de maneira desorganizada. O treinador Sérgio China tirou os dois laterais e colocou o atacante Gilberto e o meia Rossini, contratado ainda essa semana. Ninguém entendeu.
O Central, que não tinha nada com isso, mais uma vez fez a armadilha e o Santa caiu. Em mais um contra-ataque Baiano cruzou, e o atacante centralino escorou para fazer o segundo. 2x0 Central e 45.000 tricolores em silêncio.
Depois do segundo gol centralino, faltavam 15 minutos pra acabar o jogo. O Santa foi pra cima, e o volante Rodolfo Potiguar acertou Rossini em cheio. Expulsão. Na falta, Alexandre Oliveira bateu pra a área, a bola desviou e entrou. 2x1 Central. Na comemoração, o capitão do Santa chegou no banco e perguntou: "Quanto tempo falta?".

Depois, uma bola rifada pra frente, e dois jogadores do Central chocaram-se com Reinaldo por trás. O juiz assinalou a falta, que gerou protesto do Central. Na confusão, outro jogador foi expulso por reclamação. No banco de reservas, o técnico Adelmo Soares chingou o árbitro e também foi expulso.
Faltando mais ou menos 5 minutos, Alexandre Oliveira mais uma vez bateu a falta. A bola pingou na área e o zagueiro Leandro Camilo chutou, Davi espalmou nos pés de Juninho, que fez o gol de empate: 2x2.
Agora, o Santa vai à Sergipe enfrentar o Sergipe. O Central recebe em casa o CSA. No outro jogo da chave, entre CSA x Sergipe, o placar de 0x0 favoreceu os pernambucanos, que esperam passar de chave e entrar nos temidos mata-matas.
Fotos menores: Palmeiras x Náutico - Ricardo Matsukawa/Futura Press
Felipe - Gazeta Press
Salgueiro - Site Futebol Alagoano
Santa Cruz x Central - Site Oficial do Santa Cruz

Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

Terceiro uniforme diferente: Marketing ou tradição ao léu?

Foto: theorangewhip.blogspot.com
A moda que o Barcelona lançou na Europa tem muitos
seguidores do Brasil. E começa a ter em Pernambuco


Os saudosistas não querem nem vê-las de perto. Os amantes do futebol moderno querem pelo menos uma no armário. Sabe aquele uniforme que não tem nada a ver com as cores do clube? Você assiste o jogo e se pergunta: "Ué, mas esse é o Santos? E o Santos não tinha camisa branca, e o que é essa azul?". Pois bem, não há como negar que o terceiro uniforme virou moda. Mas a questão é outra: vale a pena investir no marketing ou na verdade a tradição está sendo esquecida?

A moda começou na Europa. Grandes times começaram com a tal "moda esquisita". Não me recordo qual time começou com isso, coloquei a foto do Barcelona lá no topo, pois foi o primeiro clube que eu me recordei que tinha feito isso. E quando eu vi, pasmem! "A diretoria do Barça tá louca". Foi a primeira coisa que eu pensei na hora. O escudo do Barcelona tem detalhes laranjas sim, é verdade. Mas fazer um uniforme laranja, quando toda a vida o Barcelona era azul e grená? Loucura. Resultado: marketing de primeira, e as camisas laranjas não eram mais encontradas nas lojas dentro de menos de dois meses. Pra queimar minha língua.

Rapidamente, outros clubes começaram a inovar. O Chelsea tem no escudo azul e branco. O primeiro uniforme é todo azul. O terceiro uniforme atual é listrado com tons de azuis diferentes. Já foi amarelo, branco e até verde-limão. Na Europa, a receita cresce, os clubes ficam cada vez mais ricos. E aí, como já era de se esperar, a moda chegou ao Brasil.

À exemplo da foto da camisa do Barcelona, eu não sei qual foi o clube que fez isso primeiro aqui na nossa terra canarinha. Mas tenho quase certeza que foi o Palmeiras. Afinal, aquela camisa verde-limão (também chamada de marca texto) dói nos meus olhos até hoje, quando eu vejo um cidadão passando na rua. Logo eu falei: "Que diabo é isso?", como um bom nordestino que sou.
De novo, um sucesso de vendas. E de novo, minha língua queimada. A torcida palmeirense gostou, e com as comprar, ajudou o clube a se livrar de algumas dívidas que vinham se arrastando há muito tempo. Este ano, a marca texto foi abolida. Acabou a moda. Acabou no Palmeiras.

Depois de ver a camisa ser destaque nacional, eu disse pra mim mesmo que ia tirar a ideia de ser saudosista da minha cabeça. Realmente o negócio dava certo. O Santos lançou uma linda camisa azul escuro (pense no escudo do Santos. Tem azul lá?). Apesar de não ser tradicional ela é bonita (é porque não foi abolida, ainda) e vendeu muitíssimo bem. Foi quando eu coloquei na minha cabeça que o fato da camisa ser diferente, atraia o gosto do torcedor e valia a pena comprar, afinal, bonita ou não, ela é histórica. Quando eu estava conformado, apareceu uma coisa que partiu meu coração. E o de muito estilista por aí também.

A Nike lançou o terceiro uniforme do alvinegro Corinthians. A cor dele? Roxo. Isso mesmo, roxo. A fornecedora e a diretoria do clube disseram que ia ser sucesso, que era pra enaltecer o corinthiano roxo, o torcedor doente.
Antes de falar qualquer coisa pra minha língua não ser queimada pela terceira vez, resolvi esperar. E se eu tivesse falado qualquer crítica, minha língua não teria queimado (ufa!). No dia posterior ao lançamento do produto, a torcida corinthiana pixou os muros do Parque São Jorge com os dizeres: "Roxo não. O Corinthians é tradição".

O resultado em campo, frustante. Diferente do Barcelona, Chelsea, Palmeiras e Santos que fizeram vários jogos com o terceiro uniforme bem sucedido, o Corinthians jogou poucas vezes com o terceiro uniforme. E na estreia, até que venceu bem o Fortaleza por 2x0 pela Copa do Brasil. Mas roxo que é bom de novo em campo, raras vezes. As vendas foram muito inconstantes e a torcida ficou dividida: uns compraram o roxo, acharam boa a ideia. Outros nem queriam ver a camisa. O fato é que hoje o Corinthians não joga mais de roxo.

Aqui em Pernambuco, seguidores agora fazem a festa. O primeiro a fazer isso na Terra dos Altos Coqueiros foi o Sport. Para a diretoria rubro-negra, 2009 é (ou era pra ser) o "ano de ouro" do Sport. E a camisa é dourada, como não poderia deixar de ser.

O time foi tetra-campeão Pernambucano de forma invicta. E o principal: estava participando da Libertadores da América. A camisa chegou nas lojas, e bateu o recorde de vendas da Lotto (fornecedora das camisas do Leão) no Brasil. Aí o Sport foi jogar a estreia da Libertadores: venceu o Colo-Colo por 2x1 no Chile, sagrando-se o primeiro time brasileiro a vencer a equipe em Santiago. E a camisa dourada? Se tinha estourado antes, depois do jogo foi que pipocou mesmo.

A camisa fez tanto, mas tanto sucesso, que mesmo o time sendo eliminado da Libertadores e caindo pelas tabelas no Campeonato Brasileiro, ela ainda é a mais vendida. E em campo, o time ainda usa ela para os jogos oficiais. Um bom exemplo de um bom marketing.

No interior do estado, foi o Central que resolveu fazer um terceiro uniforme diferente. A terceira camisa era roxa (um verdadeiro plágio do Corinthians). E assim como o time invejado, o "sucesso" foi o mesmo, ou até pior. A torcida da Patativa fez um verdadeiro protesto, e as camisas venderam nada nas lojas. Um desapontamento do tamanho de Caruaru. A diretoria desistiu da ideia, tirou a camisa de circulação. E o time que fez 90 anos em 2009, busca agora uma carta na manga para saldar dívidas, contratar jogadores e ter dinheiro em caixa. Com uma boa ideia dessa vez, por favor.

Pra finalizar, outro clube decidiu arriscar. O Santa Cruz lançou hoje a camisa azul como terceiro uniforme. O tricolor do Arruda decidiu fazer essa camisa comemorativa ao título de Fita Azul do Brasil. O título de Fita Azul se dava antigamente ao time brasileiro que fizesse uma excursão na Europa e voltasse invicto. E o Santa foi. Ganhou de algumas seleções, e do poderoso Paris Saint Germain, da França.

A imagem da camisa está ao lado. Se agrada a torcida, eu não sei, mas a mim agradou, ficou bonita. Se vai ser estouro de vendas, ninguém sabe, porque só começam as vendas essa semana. Mas tomara que impulsione o Santinha assim como o rival Sport fez sucesso com a dourada.

Eu não quero queimar minha língua de novo.

Fotos menores: Palmeiras - compulsivosfc.blogspot.com
Corinthians - Mercado Livre
Sport - minhascamisas.com.br
Santa Cruz - Site Oficial do Santa Cruz

Terça-feira, 7 de Julho de 2009

O "maldito" ligamento

Aqui em Pernambuco, o desenho acima tem aparecido bastante


"Fulano" se machucou, está lesionado, contundido. Quando você ouve isso em um boteco, praça, ou em qualquer lugar que se discuta futebol, vem logo à mente: "Será que foi o joelho?". Sempre no seu inconsciente o joelho é a primeira opção. Vai ver, é por causa de Ronaldo Fenômeno, que deu a volta por cima mais uma vez e hoje em dia se destaca no Corinthians após três cirurgias sérias nos dois joelhos.

Nem isso é o bastante. Casos raros vêm nos fazendo querer saber se aquela contratação que chegou ao nosso time não está "bichado" (na linguagem do futebol, machucado) ou coisa do tipo. Lesão no joelho é bastante séria. Que digam por exemplo, os torcedores do Santos.

Em 2008, estourava a mais nova revelação santista depois de Robinho. O nome do atacante era Maycon Leite, e vestia a camisa 7, assim como o hoje atacante da Seleção e astro europeu. Deslizava com facilidade na zaga adversária, desandou-se a fazer gols. E a imprensa começou a olhá-lo com outros olhos.

Até que no dia 17 de agosto de 2008, no jogo Santos x Flamengo na Vila Belmiro, o garoto tem uma lesão que impressiona até o médico mais gabaritado do meio futebolístico. O pé de Maycon fica preso, e o joelho roda de maneira desconcertante. O garoto tinha que ficar afastado no mínimo, oito meses dos gramados pra tentar voltar a jogar futebol. O que aconteceu? Os ligamentos do joelho dele foram rompidos.
Após dez meses de sofrimento e superação, Maycon voltou. Mas esse ano, outra angústia e decepção. Quando o Santos enfrentou o Atlético/PR, Maycon saiu de campo novamente machucado. O que aconteceu? Ligamentos mais uma vez rompidos. Maycon foi operado, e no dia
26/06, deixou o hospital dizendo que não vai deixar o futebol e que voltará em novos dez meses.
E o que o futebol pernambucano tem a ver com isso? Muita coisa. Essa semana, os ligamentos do joelho foram os principais assuntos da internet e jornais que veiculam no nosso estado.

O Santa Cruz estreou no último domingo na Série D do Campeonato Brasileiro, tentando se livrar de uma vez por todas da enorme crise que assombra um dos maiores times do estado, quiçá do Brasil. E a primeira batalha coral foi travada fora de casa, contra o CSA, em Alagoas.

Um dos destaques daquele jogo, o meia Thiago Laranjeiras, saiu de campo machucado. Lesão nada séria, disse o médico tricolor. Depois do jogo, a lesão era séria. E mais uma vez, o danado do ligamento do joelho apareceu. Laranjeiras, um ótimo meia está fora da caminhada coral ao retorno do futebol nacional. De seis a oito meses fora. Laranjeiras, só ano que vem no Arruda.

Ali bem perto do Arruda, na Ilha do Retiro, outro caso parecido. Indicação do técnico Émerson Leão, o meia Hugo veio do Atlético/MG, e logo que chegou, treinou e no jogo estava confirmado como titular.
Impressionou à todos e caiu como uma luva no time rubro-negro, que busca uma reação no Campeonato. Depois de três jogos como titular do Sport, Hugo rompeu os ligamentos do joelho esquerdo.
Assim como impressionou, a rapidez da lesão foi impressionante. E assim como Laranjeiras, em uma impressionante coincidência, ele ficará de seis a oito meses fora dos gramados.
Por fim, fica a indignação na cabeça da torcida e o sentimento de desapontamento. E na cabeça dos treinadores, uma interrogação enorme. Quem colocar? Quem tirar? Como vai ser o novo esquema tático?
Bom, aí só o tempo e o calor dos jogos vão responder.

Náutico "flerta" com zagueiro

Foto: Gremio1903.com.br
O zagueiro Fábio Ferreira, atualmente no Grêmio,
pode desembarcar nos Aflitos

O Náutico pode ter um novo zagueiro no seu plantel nos próximos dias. Fábio Ferreira, 24 anos, está atualmente encostado no Grêmio. Por ser pouco aproveitado, já demonstrou o interesse em trocar de clube.

Fábio Ferreira despontou no Corinthians, onde jogou em 2007, quando o clube estava na Série B. O zagueiro declarou ao técnico Mácio Bittencourt que está ancioso para vir ao Náutico. Foi o próprio Bittencourt que indicou-o.

As negociações estão bastante adiantadas. E ao contrário do que vinha sendo dito, o atacante Otacílio Neto e o lateral Wellington Saci não demonstraram interesse em mudar de clube.


Jhonny fica

Foto: GloboEsporte.com
O volante Jhonny não vai mais jogar no futebol grego

O meia Jhonny deve mesmo permanecer no Náutico. Isso tudo porque o Corinthians/AL (clube dententor do passe do atleta), vinha negociando o atleta com o futebol grego.

Coisa que não vai acontecer mais.

Por isso, Jhonny fica no Náutico até o fim do ano. E o Timbu deve desistir da contratação do volante Maycon, que viria do Internacional, para o lugar de Jhonny.


Só em agosto

Foto: GloboEsporte.com
Como precisará de uma transferência internacional, Arce só jogará mês que vem


A última contratação do Sport, o atacante Juan Arce, só poderá jogar em agosto. A previsão é que o meia seja apresentado nesta quinta-feira, e não mais na quarta, já que quarta-feira ele desembarca à noite no Aeroporto dos Guararapes.

Apesar disso, Arce só poderá jogar em agosto porque vai ter que esperar abrir a janela de trasferências internacionais (Arce estava no Oriente Petrolero, da Bolívia).

Arce poderá estrear no dia 1º de julho, quando o Sport enfrenta o Palmeiras.

Sport quer Guerreiro
O presidente do Sport, Silvio Guimarães, adiantou que as contratações não param por aí. De acordo com Silvio, o Sport está procurando um atacante e um volante.
E o atacante que o Sport vêm conversando é Jonas (como o Pernambola já havia adiantado), que acabou de sair do Grêmio. Mas o salário do atleta (no Grêmio, ganhava R$ 80 mil), é a principal dificuldade do Sport. “Estamos disputando o Jonas com outro seis clubes e o salário dele é alto, em torno de R$ 80 mil, por isso poderemos não acertar com este jogador”, disse Silvio Guimarães.
O mesmo presidente ainda adiantou que o Sport procura também um volante. E na lista rubro-negra consta Makelele, que está encostado no Grêmio, e o volante Marcinho Guerreiro (foto) que passou por Palmeiras, Santos e que atualmente está no Real Murcia, da Espanha.
Foto menor : Marcinho Guerreiro - Estadão

Santa contrata meia

Foto: futepoca.com.br
Rossini teve sua contratação divulgada hoje

Mais uma vez, o Pernambola foi mais rápido. No dia 3 de julho, demos a informação que o meia Rossini, ex-Santos, e que estava no Paysandu era a próxima contratação coral. Na matéria, ainda dizíamos o nome do atacante Bruno Mineiro, que pode fechar a qualquer momento.

A diretoria coral anunciou oficialmente o nome de Rossini na tarde de hoje. Abaixo, mais uma vez, a ficha do meia:

Rossini


Nome: Rossini Alberto dos Santos
Apelido: Rossini
Data Nascimento: 31/03/1985 (Santos-SP)
Idade: 23 anos
Posição: Meia direita
Peso: 59 kg
Altura: 1,69 m
Títulos na sua carreira:- Campeão da Copa Federação Paulista de Futebol (2004) - Santos B- Campeão Brasileiro (2004) - Santos-SP
Clubes que Atuou: Santos/SP, Portuguesa Santista/SP, Rio Branco/SP, Portuguesa Londrinense/PR, Imperatriz/MA, Treze/PB e Rio Branco/AC.